Battlefield is back! Comecei a jogar Battlefield no segundo game, o mais memorável para mim foi o Battlefield 3 que marcou minha vida e por muito tempo senti falta de algo próximo a ele. Com exceção ao Battlefield 4, o Battlefield 1, Battlefield V e principalmente o Battlefield 2042, dava novos ares a franquia, mas no fundo eu sentia que não era a mesma coisa que eu sentia jogando BF 3. Eis que Battlefield 6 volta com essa sensação, além de não inventar nada futuristico ou do passado, temos uma experiência online viciante e divertida como Battlefield sempre soube proporcionar. O online é tudo que um fã de Battlefield queria, com direito a toda modernidade dos jogos atuais com explosões, partículas, efeitos, iluminação e destruição de ponta. Só não espere muito da campanha, assim como os jogos anteriores que nunca tiveram destaque no single-player, aqui se repete a mesma coisa. Um dos melhores jogos PvP do ano, compre sem medo se a ideia é gastar centenas de horas no online, agora se você está pensando em jogar somente o single-player ou mais pensado a ele, aí é melhor procurar outro jogo ou esperar por uma promoção.
Como um jogador de longa data que viu a glória do CS:GO, é difícil não sentir uma profunda decepção com o que o CS2 se tornou. A transição para a nova versão, somada à decisão de torná-lo free-to-play, transformou o que era um dos melhores jogos de tiro tático em uma experiência frustrante e quase impossível de jogar. A Valve prometeu uma evolução, mas entregou um jogo que regrediu em um dos aspectos mais cruciais: a integridade da comunidade. O problema dos cheaters, que já existia no CS:GO, explodiu de forma assustadora no CS2. É impossível entrar em uma partida e ter a certeza de que a experiência será justa. A cada rodada, a sensação é de estar enfrentando um adversário que não joga limpo, com hacks de mira (aimbot), visão através de paredes (wallhack) e outras trapaças que tornam a jogabilidade uma piada. A Valve, que deveria estar protegendo a comunidade e punindo esses trapaceiros de forma rigorosa, parece ter abandonado o jogo. A impressão é que a prioridade não é mais a diversão e a competição, mas sim atrair novos jogadores (e consequentemente, mais vendas de caixas e skins), mesmo que isso signifique sacrificar a qualidade do jogo para os veteranos. Em resumo, o CS2 não é uma continuação digna do legado do CS:GO. O que era um jogo competitivo e desafiador se transformou em um playground para hackers. A Valve acabou com o jogo que muitos de nós passamos anos jogando e amando. A nostalgia do CS:GO fica, mas a esperança de ver o CS2 voltar a ser o que era se esvai a cada partida estragada por um trapaceiro.